Sobrevivi ao Câncer de Ovário
   

Meu único sintoma foi inchaço abdominal. Sempre fiz exames de rotina anualmente, mas não sabia que o papanicolau não detecta câncer de ovário. Acabei descobrindo a doença em um pronto-socorro, com a barriga muito inchada. Após o ultrassom detectar uma ascite volumosa (antes, já havia procurado outros médicos que diziam que o inchaço devia ser gazes), fiz uma tomografia que detectou os nódulos. Fui operada em caráter de urgência. Foi uma histerectomia total. Fiquei  internada apenas 3 dias e, após a cirurgia, comecei a quimioterapia.

Foram 12 ciclos a cada 21 dias de taxol e carboplatina. Hoje, faço acompanhamento mensal, tomografias trimestrais e, apesar do comprometimento peritonial, não tenho atividade tumoral.

Dois anos e três meses após o diagnóstico, tenho uma boa qualidade de vida, apesar dos medicamentos que preciso tomar continuamente para amenizar os efeitos da menopausa e evitar recidiva.

Foi, sem dúvida, o momento mais difícil da minha vida, e sei que sem a minha família e os médicos maravilhosos que cuidaram de mim, não teria conseguido.

No Instagram, criei o perfil "Sobrevivi ao câncer de ovário", porque ainda no hospital eu pesquisava sobre mulheres que tinham passado por esse tipo de câncer e não achava nenhum resultado. Isso me desesperava um pouco. Muito se fala de câncer de mama, mas pouco sobre esse tipo tão silencioso da doença.

Hoje, fico feliz em saber que se uma mulher procurar por câncer de ovário no Instagram, vai me achar e ver que é possível sobreviver!

Agora, sei que o diagnóstico de um câncer não é o fim da linha, mas a possibilidade de ver a vida sob uma nova ótica, cheia de aprendizados e descobertas. Existe, sim, vida, felicidade e muitos sonhos após um câncer.