Resta ainda saber como reduzir o custo de uma tecnologia tão sofisticada para que a dificuldade de acesso não a transforme em um sonho distante
   Resta ainda saber como reduzir o custo de uma tecnologia tão sofisticada para que a dificuldade de acesso não a transforme em um sonho distante

Recentemente fomos surpreendidos positivamente com uma nova tecnologia para o tratamento de Leucemia aprovado pelo FDA. Um tratamento que podemos considerar como revolucionário ao fazer uma "reprogramação" das células do sangue, o próprio organismo do paciente torna-se um "remédio" contra o câncer – atacando apenas as células doentes. A divulgação deste novo medicamento ocupou a capa de revistas de circulação nacional, as diversas mídias e se disseminou nas redes sociais.

Entretanto ainda teremos uma longa jornada pela frente. Estamos falando de um tratamento totalmente personalizado, individualizado e que requer centros capacitados para o desenvolvimento da medicação assim como centros habilitados em sua aplicação – uma vez que é necessário o monitoramento contínuo por uma equipe altamente especializada.

Além disto o custo atual – 1,5 milhão de reais –, o torna proibitivo para a maioria da população.

Como será a cobertura em nosso Sistema Único de Saúde e na Saúde Suplementar?

Embora este questionamento seja um tanto prematuro – uma vez que a estimativa da entrada deste produto no Brasil esteja prevista para daqui a três anos, precisamos nos questionar e nos preparar para esta tecnologia. Além disso, torna-se fundamental entender como estão (ou não) preparados os centros de oncologia do nosso país e como será a reação da população e das agências frente a esta nova realidade.

Os estudos científicos que irão surgir para aumentar a precisão das indicações com subtipos de patologias e indivíduos elegíveis ao tratamento poderão aumentar a efetividade dos resultados. Resta ainda saber como reduzir o custo de uma tecnologia tão sofisticada para que a dificuldade de acesso não a transforme em um sonho distante.